Sábado, 7 de Março de 2009

Solta-se o beijo

Tinhamos acabado de discutir...as lágrimas caiam-nos de forma descontrolada pelas faces ainda vermelhas da fúria da discussão.

Mais uma discussão inútil...mais uma acesa troca de palavras provocada pelos ciúmes, pelos inúmeros tempos de espera e pelas saudades que sentiamos um do outro.

Disseramos coisas que não sentiamos, verdades que não passavam de mentiras e celebraramos desejos que não desejavamos cumprir...Era um falar apenas por falar, eram gritos de dor, apelos de resgate, sonhos incompletos.

Estavamos agora cada um no seu canto a olhar-nos de forma fria, num silêncio que não queriamos quebrar. Tu sentado na cadeira por detrás da secretária...eu encostada à barra de ferro branco da tua cama, que ainda se encontrava por fazer.

Lá fora começava a escurecer e eu olhava pela janela e via as estrelas aparecer num céu cada vez mais azul escuro...

Naquele momento senti-me sozinha, pequena e a precisar de um abraço que teimava em não vir. Perguntava-me o porquê daquela discussão, o porquê de nunca nos entendermos, quando ambos falavamos a mesma língua...o que se passava connosco...

Quero quebrar o silêncio, quero parar com aquela nossa birra...mas páro e penso, porque tenho de ser sempre eu a dar o braço a torcer??

Eu apenas disse o que sentia, e o que não sentia, também é certo...mas isso ambos o fizemos e ambos concordamos, mesmo que tivesse sido apenas por breves segundos, que eu não estava assim tão errada...que eu não era assim tão doida em querer ter-te...

Olho nos teus olhos, procuro uma luz, peço-te em silêncio que fales comigo, que me digas que me amas e aceitas morar comigo, mudar o mundo e a vida...mas tu casmurro, viras a cara e negas-me essa reconciliação.

Precisavas de tempo e eu precisava de ti naquele momento.

Respiro profundamente, fecho os meus olhos e desviando-me dos teus, para evitar sair daquele lugar com as lágrimas a balouçar nos meus olhos, apenas te digo, até amanha. 

Espero ainda alguns segundos, poucos, mas espero...espero que me digas algo, que pelo menos me digas para não ir, para esperar mais um pouco, para conversarmos melhor...mas da tua boca nada sai, nem um único som.

Desencosto-me da cama e dirijo-me à porta.

Já com as lágrimas a irromperem a barreira do orgulho, sinto a tua mão prender o meu braço.

Puxas-me para ti, fazes-me sentar no teu colo, sentir o teu cheiro e tua pele macia conta a minha. A tua respiração parece acalmar e sinto o teu coração voltar aos batimentos cardíacos normais.

Não sei se te abrace ou apenas ali fique parada à espera que algo aconteça...

No meu coração há um misto de sentimentos que se apodera de mim e me faz tremer...as minhas mãos começam a suar do nervosismo e da confusão em que está o meu coração e a minha cabeça, os meus lábios relaxam perante a proximidade dos teus...apetece-me beijar-te, possuir-te, que me toques, me faças esquecer tudo e ter prazer. 

Procuro os teus olhos e sem te pedir permissão, deixo que um beijo se solte e nos faça finalmente voltar a nós.

 

  

Procuro o teu olhar, o meu porto de abrigo...

Seguem-se um segundo, um terceiro e um quarto beijo, como desejando nós provar e comprovar que estavamos ali, os dois juntos e que aquele momento não era um sonho.

Olhamo-nos por mais que uma vez e sorrimos...os nossos corações voltam a acelerar, as nossas respirações deixam de ser pausadas e voltamos a deixar que o desejo e a paixão nos comande e nos leve a querer atingir o prazer.

Sentada ao teu colo, sinto o teu coração bater mais forte e a tua respiração acelerar quando te toco ao de leve no peito e te beijo por detras das orelhas.

Tiro-te a camisa e faço-te arrepiar por mais que uma vez, quando percorro o teu peito com a minha língua...quando te provoco, te acaricio, te beijo e te faço sonhar com o momento em que os nossos corpos se unirão e formarão uma só.

Dispo-te as calças e os boxers, deixando-te completamente nú e à minha mercê...à mercê da minha língua, que contorna todo o teu corpo e te excita, da minha boca, que saboreia cada centimetro da tua pele, das minhas mãos...do meu corpo, que tanto gostas de sentir junto a ti...

Sorris para mim e chamas-me doida por ser assim...por brincar contigo dessa forma, por te provocar, por te fazer crescer o desejo, por te excitar, te acariciar, te lamber e beijar, e te deixar o roçar o limite da loucura.

Dispo-me para ti e sob o teu olhar atento e sedento de me provar...os teus dedos deslizam nos meus lábios, contornam a minha face, os meus olhos...acariciam os meus seios, as minhas pernas, o meu rabo...procuras o meu sexo e afundas-te em mim por uma, duas, três...tantas vezes que não consigo sequer contar...fazes-me gemer, suspirar, fechar os olhos e esquecer o que me rodeia, fazes-me sentir mulher...fazes-me sentir única.

 

 

E no fim, depois de tudo, de uma discussão sem fundamento, de palavras jogadas fora, de beijos soltos em busca de um porto de abrigo...depois de brincarmos, nos amarmos, nos sentirmos perto...ouço por fim sair dos teus lábios um Sim.

 

 

 

 

publicado por fofinhatuga às 11:32
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Quarta-feira, 2 de Abril de 2008

Rosas Vermelhas

As rosas de nada valeram...o pedido de desculpas apenas surtiu efeito para aquele momento... Tentaste envenenar-me ...

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Music: "Hurt" - Cristina Aguilera
publicado por fofinhatuga às 22:49
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