Quarta-feira, 4 de Julho de 2007

Tributo...ao Calor

Neste momento, estão à espera de ouvir algo que fale do calor, do Verão, dessa estação linda que nos faz andar meios despidos, nos faz sentir mais leves, mais despertos para o amor e para a paixão...estação do ano, que eu tanto amo e que me faz sentir realmente bem, pela proximidade que posso ter do mar, uma das minhas verdadeiras paixões.

Todavia, não é deste calor que falo, mas de um Calor que eu tive o prazer de conhecer há cerca de 2 anos.

Paulo Cândido Santos Calor: rapaz meigo, lutador e amigo do seu amigo.

E porque falar do Paulo agora??

Porquê não ter falado dele antes?

É simples...porque hoje o Paulo esteve uma vez mais, mas desta vez a última, na biblioteca a ajudar-nos a prestar um serviço de qualidade aos inúmeros leitores que por ali passam. 

Nós, um grupo de mulheres atarefadas e com falta de meios, mas boas raparigas, nunca pusemos de parte o Paulo e sempre o consideramos um dos nossos, apesar de ele so nos vir visitar, como ele próprio dizia, 1 vez por semana e quando não tinha testes.

Este era uma rapaz trabalhador, que para além de prestar voluntariado, trabalhava e estudava, tendo concluido o Bacharelato em Ciências Documentais na Universidade de Aveiro com bom aproveitamento.

Ele é nota 10
Pois é...hoje foi o dia da sua despedida de Portugal continental e de mim própria.

Eu sei que o vou voltar a ver, vamos poder falar imensas vezes e que ele não está propriamente do outro lado do mundo, já que a Madeira não fica assim tão longe (mas eu também não tenho dinheiro para lá ir, só se ele me pagar a passagem e me der alojamento...talvez cole), mas não vai ser igual.

Vou sentir a falta dele, das suas reclamações para comigo, das suas implicações pelo facto de eu ser baixa e de andar sempre a brincar e a resmungar com ele.

Nós passavamos a vida a implicar um com o outro e mesmo quando algumas pessoas tentaram arranjar-nos namorico, nós brincavamos e defendiamo-nos com o facto de ambos sermos uns chatos e de não nos conseguirmos aturar.

O Paulo, apesar de só mais tarde as pessoas virem a saber, tinha um namoro sólido e um amor tao forte pela namorada que acredito que nada nem ninguém fosse destruir...ele sabe disso e eu também sei.

Quando falava dela, fazia-o com tanto carinho e mesmo nos dias em que vinha chateado com ela por alguma razão ou sentia mais a sua falta, os olhos dele cintilavam quando falava nela e nas saudades que sentia por ela estar longe. O seu desejo de estar com ela, de constituir familia era e é muito forte. 

Pois é...o Paulo morava sózinho, porque os pais e os irmaõs estavam na Inglaterra e se pensam, que pelo facto de estar sózinho podia morar com a namorada, então enganam-se...

Viveram juntos sim, mas ela teve de optar e foi procurar a sua felicidade a nivel profissional fora deste rectângulo à beira-mar plantado. Foi trabalhar para a Madeira...agora já percebem o porquê de ele ir para a terra das bananas e do Alberto João Jardim...não é que ele goste particularmente de bananas e pelo Alberto João sinta uma estima muito forte, até porque para ídolo já cá estou eu...ele reclama, reclama, mas eu sei que me adora!!! Hehehehehehe...Ele foi mesmo por causa dela.

Como é lindo o amor...ainda dizem que não há amor como o de antigamente

Ele é um bom amigo, que tive o prazer de conhecer, conviver, falar, desabafar e até algumas vezes chorar.

Quando me via triste, fazia de tudo para me alegrar e quantas vezes, perante os conflitos e as indecisões na minha vida, ele me disse: "Tem calma rapariga, não percas a coragem. Tu és uma mulher de força e vais ser muito feliz, não desistas".

Por tudo isso e mais: obrigada. És um verdadeiro amigo e eu vou ter muitas, muitas saudades tuas.

O Paulo já passou das boas nesta vida e talvez uma das piores foi a morte do pai no ano passado, salvo erro, mas mesmo assim nunca perdeu a força e a coragem. Lutou ao máximo e perante o sentimento de falta e talvez derrota, mostrou uma dignidade e uma determinação de fazer inveja a qualquer um.

Sei que por dentro devería estar de rastos, mas nunca baixou a cabeça e nunca deixou de pensar em dias melhores e na necessidade de ajudar a mãe e os irmãos.

Na altura não estavamos tão ligados como hoje, mas mesmo assim tentei por tudo ajuda-lo, porque mesmo sem saber e espero só vir a sabe-lo muito tarde, imaginava o que sería a sua dor. Tive muito orgulho nele e na sua força de viver.

Pelas horas passadas na biblioteca, pelas horas passadas a tomarmos café e a conversar sobre tudo e sobre nada, pelas brincadeiras em conjunto, pelos risos que ambos provocamos um no outro, pelas festas de anos que ambos partilhamos...por todos estes momentos quero-te dizer:

És um amigo muito especial e vou ter muitas saudades tuas, mas também te desejo o melhor que posso desejar a um amigo - felicidade, amor, saude e muito sucesso na tua vida futura.

 

Boa sorte amigo e boa viagem. 

   Beijinhos enormes da Mimi

I'm feeling: com saudades
publicado por fofinhatuga às 20:12
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