Quinta-feira, 27 de Novembro de 2008

Lágrima escondida

 

 

Será que sou diferente?
Ou simplesmente não gostam de mim?
Será que nunca seguirei em frente,
E esta falta de consideração não terá fim?
 
De que servem os cursos que tirei
Se por muito que quisesse, não os uso...
De que serve o tempo e o dinheiro que gastei?
Podia-lhes ter dado outro uso.
 
Porque me julgam inferior?
Porque me desterram para este lugar?
Serei eu a pior,
Ou simplesmente não me querem aturar...
 
Serei inútil de verdade?
Ou simplesmente obediente de mais...
Serei o cúmulo da inutilidade
Ou de outras coisas tais?
 
 
Estão a passar-me um atestado de burrice
Ou simplesmente se esqueceram de mim aqui?
Serei eu o cúmulo da burrice
Será que para burra nasci?
 
Porquê esta solidão
Este desamparo a que fui votada?
Porque me deixam nesta “escuridão”?
Neste pólo abandonada...
 
Enche-me de tristeza
A falta de coragem de alguém,
Alguém, que tenho a certeza
Que de todo, não me quer bem.
 
Porquê tanta hipocrisia?
Porquê tanta falta de lealdade?
Eu não pedia muita mordomia,
Eu só pedia a verdade.
 
Aqui continuo
Atirada sem nada para fazer,
Aqui continuo
Destinada a perdida permanecer.

 

 

 

 

P.S.

Obrigada ao autor e amigo na transparência dos meus sentimentos

Beijo

I'm feeling:
publicado por fofinhatuga às 17:33
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Quarta-feira, 26 de Novembro de 2008

Fuga

 

 

[ Moon River ]

 

Ancorada...perdida...imersa em sonhos, problemas, lágrimas e risos...

 Problemas que se levantam, dúvidas que permanecem e que para as quais não existe resposta aparente.

Perco-me no azul desse mar, nas profundezas dessa água cristalina, que tantas vezes me leva a querer mergulhar de forma mais intensa...nessa escuridão a que a minha alma me votou e da qual não sei como sair

Olho para esse céu cor de fogo, revejo a mistura de cores na minha mente e imagino como será o fim...qual será o limite...para mim, para todos...

O meu coração arde,

o meu corpo finge gelar,

os meus olhos ficam cegos de nada ver,

os meus lábios semicerram-se

e um barco espera por mim num cais tão pouco comum...quero embarcar, quero finalmente poder fugir...

 

I'm feeling: muito estranha....
publicado por fofinhatuga às 18:06
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Terça-feira, 18 de Novembro de 2008

Elevador...

 

Quisemos por uma vez, deixar que todos falassem, que todos nos considerassem jovens inconscientes, que se apercebessem do quanto estavamos loucos de desejo, do quanto para nós era importente dar a conhecer, a quem por ali passava, este sentimento que nos dominava e nos fazia vibrar e cometer loucuras.

Na rua todos nos olhavam de forma misteriosa e de certa forma, com alguma curiosidade à mistura, por tentar perceber o que se passava entre nós...o porque de tantos risos, tantos piscar de olhos disfarçados...o porquê daquele abraço.

Na nossa mente as respostas, os momentos, os suores frios, as palavras sussurradas ao ouvido, o desejo de explodir, as loucuras, as posições...as nossas expressões vistas através de um espelho de elevador, tão vazio, tão frio e impessoal e ao mesmo tempo tão nosso.

 

Tudo foi inesperado...as ideias surgiram e sem medos nem exitações, tudo nos levou a ele.

Primeiro um beijo prolongado, depois um mordiscar de orelha, um piscar de olho, um sorriso provocador, um "picarmo-nos" um ao outro na tentativa de aguçarmos ainda mais o desejo que teimava em não desaparecer...

O abrir de uma porta proíbida, o tocar o teu corpo, o sentir a suavidade da tua pele, por debaixo de uma camisa entreaberta e de um casaco azul...sentir o teu calor crescer...tocar-te, provocar-te, seduzir-te e sentir-te vibrar a cada toque meu...

 

Undergraund - New York 1957

 

Sentir as tuas mãos a percorrerem todo o meu corpo, a acariciarem as minhas pernas e ao de leve se ancorarem no meu pescoço. Sentir o teu olhar preso em mim, enquanto mordiscavas o lábio inferior e divagavas nas inúmeras formas de me dares prazer.

A saia é largada pelo caminho...a camisola perde-se num dos inúmeros labirintos que nos surgem...nas tuas mãos, o meu corpo nú, embelezado somente por uma lingerie rosa e umas sandálias de salto alto. Eu sou tua e tu, ali, és meu...

Perdes-te, por mais que uma vez, em beijos demorados...as minhas orelhas, o meu pescoço, os meus seios são o alvo perfeito para a tua língua brincalhona e ávida de novos paraísos. As tuas mãos envolvem o meu corpo e excitam-me, os teus dedos, que percorrem ao de leve os meus lábios acabam perdidos no meu sexo...

A imaginação era mais que muita, a loucura dava aso a posições, que nunca outrora achavamos que iriamos experimentar...corpos suados, loucura e vontade de sermos diferentes, de nos sentirmos diferentes...de o fazermos num local diferente...o risco, a ânsia, a paixão levaram-nos a atingir o climax vezes sem conta.

 

....

 

À saída, um beijo longo, um abraço sentido, um suspirar nostálgico e a promessa de lá voltar uma vez mais...talvez quem sabe...existirá um balcão por experimentar.....

 

publicado por fofinhatuga às 17:20
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Segunda-feira, 17 de Novembro de 2008

Frio...Frio...Gelado quem sabe

 

Sentada à lareira ouço o crepitar da madeira numa lareira que começa agora a aquecer.

Lá fora, o frio fazia jus ao outono, que se adivinhava não tardar e mesmo com um céu limpo a deixar transparecer a imponência de uma lua cheia linda, a verdade é que já não havia aquela vontade, de passar horas infindáveis à varanda a olhar simplesmente para ela... a vê-la sorrir.

Procuro o calor e o aconchego da lareira e deixo-me perder em pensamentos e histórias, dando comigo, por mais que uma vez, a sorrir não sei bem de quê nem mesmo para quem, ao mesmo que dos meus olhos caem algumas lágrimas, que se afogam na doçura dos meus lábios.

Estou tão absorvida em pensamentos tão pouco definidos, que nem me apercebo de que já há algum tempo te encontras sentado ao meu lado, a olhar para mim com um olhar bastante preocupado. Nas tuas mãos, as duas taças de gelado de baunilha e chocolate, que tinhas ido buscar, numa tentativa de me fazer sentir mais calma, e da tua boca sai o convite a uma sobremesa diferente.

Saboreamos juntos a combinação do frio do gelado com o calor que a lareira nos proporcionava, mas sempre calados...talvez por estarmos absorvidos em pensamentos, que não queriamos naquela altura partilhar ou porque simplesmente não queriamos quebrar a magia daquele momento.

Passaram alguns minutos, sem que da minha minha boca saisse qualquer som...uma palavra que fosse...o tal "desbloqueador de conversa", como tu por graça o denominavas.

Não sabias o que se tinha passado comigo, o porquê de ter batido à tua porta àquela hora da noite, perguntando-te somente se podia entrar.

Estava demasiado calada...os meus olhos encontravam-se vermelhos...provavelmente tinha estado a chorar...algo se tinha passado. Na tua mente muitas perguntas se debatiam por uma resposta, na minha...não haviam respostas nem mesmo vontade para falar...não naquele preciso momento.

Olhei-te nos olhos e pedi-te um abraço. Não queria palavras, apenas um gesto teu.

Precisava sentir o teu calor, o teu cheiro, a suavidade da tua pele contra a minha, a tranquilidade que me transmitias e me deixava tão bem. Precisava sentir-te perto de mim, ouvir o teu respirar, sentir a tua protecção e a tua força positiva...o teu amor.

Olhei-te por uma vez mais e com uma lágrima, que agora surgia dos meus olhos, sussurrei-te um pedido: "beija-me...ama-me...faz-me ser tua e esquecer que lá fora há frio e muita dor".

 

 

I'm feeling: Fria...geladinha
Music: "I'm yours" - Jason Mraz
publicado por fofinhatuga às 15:26
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Quarta-feira, 12 de Novembro de 2008

Heaven...

 

"Heaven... I'm in heaven,
And my heart beats so that I can hardly speak.
And I seem to find the happiness I seek,
When we're out together dancing cheek to cheek"

 

Heaven

 

 

 

publicado por fofinhatuga às 18:47
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Sábado, 8 de Novembro de 2008

Por uma noite...II

 

Deixei-me conduzir por ti até junto do bar e ali me sentei, tentando absorver cada comportamento, cada espaço, cada beijo dado, cada carícia trocada. Na minha cabeça, uma série de perguntas se atropelavam na ânsia de serem respondidas...da minha boca, não saía som algum.

Um beijo dado, quebra o encanto em que me tinha colocado e por momentos, olho em volta e sinto que não devia estar ali...não naquele momento.

A Paula, era uma mulher simples e muito decidida, ao contrário de mim, que me considerava uma mulher curiosa e muito mais aventureira.

Pego na minha bebida e sem nada saber, avalio a mulher, que naquele momento se dirige a ti e de certo modo, me afasta. Era alta, de cabelos longos e encaracolados. O seu corpo já não era o corpo de uma mulher de 25 anos, mas para a idade que tinha, 38, apresentava-se muito bem.

O vestido castanho de malha ficava-lhe muito bem e os sapatos de salto alto, transformavam aquela simples mulher, numa figura sedutora e muito atractiva.

Falavam em tom animador e depois de alguns minutos, de algumas carícias e piropos lançados, surge o marido que te lança um olhar brincalhão e uma saudação calorosa.

O João era um brincalhão nato, de olhar meigo e de riso fácil, ficava muito giro quando sorria e as covinhas nos cantos dos lábios tomavam forma... Sentia-me bem na sua presença, o medo, a vergonha pareciam desaparecer.

Depois de algumas bebidas, de muitas palavras trocadas, de sorrisos fáceis e propostas "indecentes", mas de decisões tomadas, saimos do bar para um local mais reservado.

O labirinto que nos levava aquele quarto, fez-me acalmar o coração, ao mesmo tempo que criava em mim expectativas quanto ao momento seguinte.

Olhei-te nos olhos, beijei-te uma última vez e deixei-te ir...

 

 

 

Do cadeirão onde permanecia, vi-te sentar e mais tarde, deitar na cama, vi-te beija-la, acaricia-la...sentia a tua respiração acelerar a cada beijo trocado e a cada peça de roupa por ela tirada.

Sentia o teu desejo crescer e com ele a vontade de a tomares em teus braços e a fazeres tua. As tuas mãos percorriam todo o seu corpo, agarravam de forma meiga, mas decidida o seu cabelo e puxava-la para ti, fazendo com que os seus lábios se perdessem, por mais que uma vez, na doçura dos teus. 

A tua língua brincalhona humedecia os seus seios, enquanto que o João, que partilhava do mesmo desejo, da mesma vontade, da mesma paixão pela essência da Paula...se deixava cair a seus pés e a fazia soltar os primeiros gemidos, ao mesmo tempo que a sua lingua brincava e provocava ainda mais o seu clitóris.

A temperatura dos corpos subia, o desejo era evidente assim como a paixão, a sedução e o prazer.

Também eu sentia o meu sangue fervilhar, o meu corpo, quente, cedia às tentações e as minhas mãos procuravam o meu sexo na ânsia de também eu alcançar o prazer, o infinito...

Fecho os olhos e a cada gemido solto, o desejo em mim dá mostras de não querer acalmar.

Sinto os teus olhos fixos em mim...anseias por sentir o que eu sinto, anseias por ler a minha mente...procuro-os e provoco-te ainda mais, ao ficar completamente nua mesmo ali à tua frente.

Desejas sair daquela cama e ocupar comigo aquele cadeirão solitário, fazer-me vibrar ainda mais de desejo, beijar o meu corpo e fazer-me alcançar o orgasmo, há tanto esperado... (divagas por breves minutos...)

Entretanto, acaricio-me...toco nos meus seios e sinto-os duro de desejo...olho em volta e vejo loucura, tesão, audácia...e sinto que não tardará o momento de todos nós explodirmos.

E não tardou...

Voltas a ti, aquele quarto, aquela cama...voltas aquela mulher que ali está contigo, aquele momento de loucura, aquela experiência que por uma noite nos fez partilhar algo diferente.

O João procura o teu olhar e naquele momento, ambos cedem quando a Paula já por duas vezes tinha atingido o orgasmo.

E finalmente eu...sorrindo de satisfação...também acabo por ceder...

 

 

I'm feeling: com soninho...
publicado por fofinhatuga às 10:48
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Sexta-feira, 7 de Novembro de 2008

Por uma noite...

 

Por uma noite, de que interessava o que a consciência ditava, o que as normas diziam...e o que os outros pensavam.

Se era por uma noite, porque não aproveitar o desejo que invadia o nosso corpo, o fogo da paixão que teimava em queimar os nossos corações e provocar calores inexplicáveis...

Se era por uma noite, porque não deixar de lado as palavras vãs e os comportamentos pre-definidos e ousar ser "doida" e provocadora...ser apenas Eu ?...uma Eu bem diferente.

Olho-me ao espelho e cá dentro cresce o nervoso miúdinho...

A roupa escolhida do dia anterior, faz-me parecer novamente uma colegial.

Sorrio perante a imagem refelectida pelo espelho...estou diferente.

Por debaixo da gabardine, a mini-saia preta, que há algum tempo se encontrava perdida no guarda-roupa pela vergonha de ser muito curta, volta a ser usada, mal escondendo a renda das meias de liga compradas para a ocasião.

As botas de salto alto faziam-me sentir mais segura de mim e a camisola cor de rosa escondia uma lingerie preta, bastante ousada e diminuta.

O cabelo solto e a pouca maquilhagem usada, davam a transparecer uma mulher forte e muito decidida, mas que por dentro tremia e se questionava se aquele era o momento certo.

 

 

Montanhas

 

 

Ouço o telemóvel tocar...desço as escadas e saio em direcção à rua.

A noite estava fria e começava agora a cair as primeiras gotas de chuva no vidro do carro.

Estava nervosa...ansiava pela experiência, mas ao mesmo tempo temia que a inspiração me faltasse no momento exacto.

Tentavas puxar por mim, que eu falasse, mas da minha boca unicamente saiu um obrigado em sussurro ao teu elogio, de que estava muito bonita.

Depois de 45 minutos de viagem, o meu coração começava a bater cada vez mais acelerado e quando tocaste na minha mão, para me avisar de que tinhamos chegado, sentiste-me gelada e muito pouco a-vontade.

Se queria sair dali...acho que sim. Se tinha medo...também o sentia. Se tinha curiosidade...muita e por isso, sem mais pensamentos, sem mais avanços e recuos, sem mais exitações...saio do carro e dou-te a mão, pedindo-te apenas que não me deixasses nunca sózinha.

Cumprimentaste o porteiro com um longo aperto de mão, como se de amigos se tratassem, mas que há algum tempo não se viam.

Tentei perceber o sentido de tudo aquilo...mas rapidamente perdi o interesse, quando a porta me é aberta e de lá de dentro me vem um mundo completamente diferente.

Não existiam vergonhas, complexos, ciúmes ou até mesmo sentimentos de posse para com a pessoa que ali entrava.

A liberdade era o lema e o prazer, o objectivo.

 

 

 

 

Continua....

 

I'm feeling: ausente
Music: Klepht - "Por uma noite"
publicado por fofinhatuga às 16:54
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