Sexta-feira, 25 de Abril de 2008

Primeira vez...

Olhavas-me de forma penetrante, como se os teus olhos me quisessem devorar e despir naquele preciso momento, naquele preciso lugar.

Com um copo de whisky na mão e ao som da música, apercebias-te da minha forma de dançar, da maneira como a música mexia comigo, de como a minha roupa se colava ao meu corpo deixando saliente ao teus olhos os meus seios.

Desejavas-me ali, naquele preciso momento...eu sentia-o. Mas deixei-te saborear um pouco mais esse desejo que teimava em não passar e porque sabia como mexer contigo...provoquei-te ainda mais....

Ao longe via o teu olhar percorrer todas as minhas curvas, ao longe apercebia-me do quanto esse desejo crescia cada vez mais e eu sabia que não tardaria muito a vires ter comigo e a arrancar-me dos braços másculos que me protegiam e tocavam no meu corpo enquanto ambos dançavamos.

Querias ter-me e somente o facto de saberes que poderia estar nos braços de outro...a ti provocava um misto de ciúme e loucura que pretendias não tornar visivel por muito mais tempo.

Esse momento chegou.

Deixaste o teu copo em cima da coluna de som e dirigiste-te a mim sorrindo e piscando o olho ao mesmo tempo.

Nada foi preciso dizer ao rapaz que até aquele momento me acompanhava no palco daquela pista de dança.

Afastou-se sem causar problemas, deixando-me livre para me entregar nos teus braços e ali mesmo nos divertirmos ao som da música.

 

 

Sentia-te perto demais, sentia o teu cheiro, sentia as tuas mãos percorrerem as minhas costas enquanto a tua boca não saia de perto da minha orelha.

Mordiscava-la ao de leve, como se quisesses sentir o meu sabor...beijavas-me o pescoço e apertavas-me contra ti, levando-me a sentir o teu sexo cada vez mais hirto e sedento de me provar.

Pediste-me para irmos embora, para sairmos dali. Querias estar comigo e ali estava gente demais a observar-nos.

Eu sabia disso...estavamos a ir longe demais na nossa loucura e alguém podia sair lesado sem que quisessemos verdadeiramente.

Saimos sem que ninguém notasse e a caminho de casa, sem que ambos falassemos uma única palavra, optamos pelo caminho mais longo.

A noite estava calma e muito quente nesse mês de Agosto. O parque parecia-nos convidativo a um pequeno passeio.

Andamos...procuramos um local onde ninguém nos pudesse ver ou se aperceber de que algo ali se poderia estar a passar.

Sentada no banco do parque, comecei por sentir a tua língua percorrer o meu pescoço, as tuas mãos levantavam-me a camisola que já não mais se encontrava colada ao meu corpo, como antes estava, e os teus lábios beijavam cada milimetro dos meus seios. Sentia-os duros. Tu tocavas-lhes, beijava-los e eu sem te poder sentir...

Fechava os meus olhos, sentia o meu corpo a arder e o meu coração a bater cada vez mais forte. Eu já não queria controlar-me...eu já não desejava que nenhum de nós se controlasse...não naquela noite.

Beijavas-me, sussuravas-me ao ouvido o quanto desejavas esta noite e porque aquela saia era comprida demais para nós os dois, subimo-la um pouco mais de forma a poderes tocar as minhas pernas...de forma a poderes sentir todo o meu corpo, de forma a poderes perceber o quanto o meu sexo já estava húmido e sedento de te sentir dentro de mim.

Queria-te, desejava-te como há muito te desejava e porque, naquela noite prometemos que não havería mais ninguém, apenas nós os dois...a loucura ficaría ali, perdida no silêncio daquele parque que nos tinha acolhido e servido de cama ao nosso único momento de paixão.

Amei-te como não tinha amado nenhum homem em nenhum dos inúmeros momentos fugazes, senti-te como nenhuma mulher te tinha sentido até aquela altura, beijei-te, provei-te e voltei a beijar-te.

Eras doce, o teu corpo suave...nas tuas mãos, eu era tua, o meu corpo pertencia-te...

Percorreste-o como se o conhecesses há muito e não somente daquela noite...fizeste-me gritar de prazer e tu, de tanta loucura e espera, acabaste por também atingir o limite do prazer que há tanto ansiavamos.

 

 

I'm feeling: doentinha:(
publicado por fofinhatuga às 22:47
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Quinta-feira, 24 de Abril de 2008

Palavras....para que?

 

 

É preciso dizer mais alguma coisa??

 

 

 

 

É que acabei de ver "O diário da nossa paixão"...

pronto chorei só um bocadinho...pouco...

este coração de manteiga dá cabo de mim...

Eu quero mimo;)
I'm feeling: também quero "fazer" um filme
publicado por fofinhatuga às 21:29
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Sexta-feira, 18 de Abril de 2008

Amor/Odio

 

Amo os sentimentos, o desejo, a mistura de sensações que me fazes sentir

Amo os momentos, os risos, os olhares e até os "até amanhã" que dizemos ao despedir

 

Amo o misto de força e ternura com que me tocas, me possuis e me levas à loucura

Todas as vezes que nos deitamos naquela cama... à beira da rua

 

Amo os gestos, as palavras doces e os beijos demorados

Amo os sonhos, as noites de amor e os projectos inacabados

 

Amo a sedução, a troca de desejos e fetiches por realizar

Amo as estrelas que partilhamos, a chuva que sentimos cair, a lua que nos acompanhou e sorriu...em cada uma das noites em que ambos não soubemos parar.

 

   Mas...

 ..

 

          

          Odeio sentir-me presa e não ter por quem me prender

          Odeio sentir-me desejosa e saber que tudo é efémero e que um dia vou perder

 

          Odeio seduzir e saber que vou ficar sózinha

          Odeio mostrar os meus sentimentos, que tenham pena de mim e que me façam sentir uma coitadinha

 

           Odeio que não me ames e que brinques com meu coração

           Odeio que venhas agora e que amanha me deixes novamente na escuridão

 

           Odeio que me faças sentir amada e que me digas que sou "the one"

           Mas odeio ainda mais, que tudo na tua vida sejam palavras sem fundamento...e eu não passe de uma "another one"

 

            Odeio todos os sonhos que contigo me fazes criar e ter

            Odeio todos os momentos, toda a paixão demonstrada, que afinal de força, pouca tem e em muito se está a desvanescer

 

            Odeio todas as incertezas, todos os senãos e porquês que me colocas

            Odeio todos os teus medos e receios...que nos colocam frente a frente à inevitável derrota

 

            Odeio não saber se comigo queres ficar ou não afinal

            Odeio não saber, se sou para ti, alguém verdadeiramente especial ou somente um ser banal...

Afinal amas-me ou somente me desejas???

Music: "Te busque"
publicado por fofinhatuga às 12:59
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Quarta-feira, 2 de Abril de 2008

Rosas Vermelhas

 

 

As rosas de nada valeram...o pedido de desculpas apenas surtiu efeito para aquele momento...

Tentaste envenenar-me com esse doce suave veneno das rosas vermelhas...mas depressa descobri um antídoto.

Ao entrar em casa, nada me fazia crer que lá estivesses...até porque uma outra chave não existia. Mas tu estavas lá, para me receber com um beijo e seis rosas vermelhas.

Na mesa havia um jantar preparado e uma garrafa de champanhe pronta para ser aberta.

Eu não entendia o porquê de tudo aquilo. Estava demasiado magoada para o entender.

Tu atropelavas-me, falavas sem parar, tentando-me explicar o quanto estavas arrependido por tudo o que se tinha passado.

Ao mesmo tempo que ias falando, na minha cabeça iam passando cenas de uma vida quotidiana que parecia não ter nexo. Demasiadas guerrilhas, demasiadas palavras jogadas fora, num campo de batalha onde não haviam nem regras nem árbitros que pudessem controlar.

Fomos demasiado longe...nos actos e nas palavras.

A mágoa continuava lá, mas tu dizias que entendias, que sabias o quanto tinhas errado mas que de algo tinhas tido a certeza...eu era a pessoa que amavas e quem querias ter ao teu lado sempre.

Aquele hall de entrada, aquelas cadeiras pareciam ser demasiado pequenas para ambos...estava a sufocar em imagens, em cenas mal esclarecidas, em beijos perdidos, em palavras fragmentadas.

Naquela altura, a minha expressão mantinha-se fechada...nem mesmo com as rosas ela se conseguiu alterar.

A frieza, a incerteza, a confusão eram notórias e quando peguei nas rosas, tive a nitida sensação que a tua intenção era somente amolecer -me o coração.

Tiveste um golpe de génio, sem dúvida...

Não foi só esse, mas tudo o resto que preparaste durante 4 meses a fio.

A persistência sempre foi o teu forte...e porque eu sempre adorei sentir-te dentro de mim, voltei a sentir o calor do teu beijo, o prazer do teu corpo junto ao meu, a suavidade das tuas mãos na minha pele, o teu suspirar de desejo quando me pegavas de rompante, me despias e me fazias deitar em cima da mesa da cozinha...quando deitados no chão, sentiamos o frio da parede invadir os nossos corpos e nos levar à loucura.

A loucura, a sedução, o desejo, o sentimento que nos unia voltava a dar sinais de si e tu deixavas-me cada vez mais ansiosa de ver o dia terminado para chegar até ti.

Apesar de tudo, eu não conseguia esquecer aquela noite em que te vi...não conseguia esquecer o porquê de tanto ter chorado e de ter jurado a mim própria, que nunca mais voltaria a acreditar em ti.

E no fundo não acreditava, nem nas falsas palavras que dizias serem verdade, pois tudo voltou a mudar...tudo voltou a um passado que teimava em esquecer.

Hoje, antes de adormecer, olho para as rosas e relembro cada momento, cada dia passado, cada sorriso, cada noite, cada brincadeira...sem mágoa, sem tristeza...apenas com alguma saudade, porque tu...sim tu...

Tu voltaste a procurar outra pessoa e eu deixei-te ir para não mais voltares.

Music: "Hurt" - Cristina Aguilera
publicado por fofinhatuga às 22:49
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