Domingo, 28 de Outubro de 2007

Nua

 
Não tenho ninguem
Ninguem que me queira
Hoje estou sozinha
Sem eira nem beira
 
Já fui desprezada
E algumas vezes mandada embora
Será que algum dia vou ser amada
Por toda a minha vida fora?
 
Sou apelidada de mazinha
e que felicidade a ninguem trago
Apenas a minha maezinha
Me fala em ir a um mago.
 
Para lá tentar descobrir o porquê de tanta infelicidade
O porquê de tanto azar
Só para me tentar desvendar a verdade
E o meu sofrimento acabar
 
O que o mago me disse
Para sempre vou guardar
Mas a verdade que eu procurava não fez com que eu sorrisse
Pelo contrário, fez-me a pensar 
 
O mago lá tinha a sua razão
E as cartas não mentiram
O destino não estava na nossa mão
Mas sim nas tramas que nos dividiram
 
Agora sei que não vais recuar
Voltar ao teu velho caminho
O nosso destino vai-se apartar
Mas por ti ficará sempre este sentimento nobre meu caro fofinho
 
O nosso amor ficará
Para sempre como algo belo
Mas também ficará a tristeza
Por nunca termos celebrado o nosso elo.
publicado por fofinhatuga às 14:49
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Sexta-feira, 26 de Outubro de 2007

Alimento

 

 
 
 
Nem só de corpo e sexo vive o homem
 
 
 
 
Os sentimentos também nos alimentam
 
 
 
 
 
Alimenta a paixão, a amizade, a ternura e principalmente
o amor
 
I'm feeling: com falta de mimo
publicado por fofinhatuga às 16:40
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Terça-feira, 23 de Outubro de 2007

Diz-me

O quê...
 
 
 
 
 
 
Como ...
 
 
 
 
...
 
E talvez te conceda o desejo

 

 

publicado por fofinhatuga às 20:05
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Fim

 

 

 

A verdade é que já haviam muitos dias, desde que nos tinhamos encontrado naquele nosso ninho de paixão...o apartamento que ambos alugamos para podermos estar à vontade sem pressões nem medos de sermos vistos.

Viviamos uma paixão proíbida...Tu eras comprometido com uma deusa (como tu a tratavas) e eu também já tinha alguém que, apesar de já não me fazer tão feliz como antes, era a pessoa em quem eu confiava e depositava ainda algumas esperanças, ainda que vãs, para poder ser homem que finalmente me iria conseguir levar ao altar.

Pois bem...enganei-me.

Naquela noite, o Pedro quis fazer-me uma surpresa e convidou um casal amigo, que praticava swing há já algum tempo, para jantar.

Eu não sabia desta surpresa, nem mesmo do jantar.

Apanhada desprevenida e pensando somente que seria mais um jantar de aniversário banal, apercebi-me que algo seria diferente naquela noite.

O Pedro que antes tinha rejeitado essa hipotese, ofereceu-me como prenda de aniversário uma bela festa privada com muito sexo à mistura.

Bem fiquei sem palavras, mas a verdade é que adorei a surpresa e mesmo estando um pouco envergonhada e ele também, acabamos por ter uma das nossas melhores noites de sexo.

A curiosidade aumentou e começamos a frequentar clubes de swing e por entre ambientes de sexo, orgias e muita loucura, foi aí que te conheci.

Nessa altura nada sabiamos um do outro, para nós tudo aquilo era apenas sexo, o realizar de muitas fantasias e quanto menos contacto a nivel pessoal melhor.

A nossa primeira vez foi única...era como se os nossos corpos já se conhecessem há muito e tu sabias exactamente o que eu queria sem nada falar. O Pedro chegou-me a dizer que havia uma quimica entre nós e que começava a sentir ciúmes teus, mas eu não ligava e fingia nada ouvir.

A verdade é que cada vez que entrava naquele bar, o meu olhar instintivamente te procurava no meio dos casais que ali estavam. E tu lá estavas, sozinho perto do bar.

Comecei por meter conversa contigo, conheci-te, devorei-te, satisfizemo-nos para no final te amar como nunca quis amar alguem.

Hoje, passados alguns anos, aqui estamos nós deitados nesta cama, não rodeados de casais que não conhecemos mas só nós, só a nossa paixão.

Tal como no primeiro dia também hoje quis que me seduzisses, me possuisses e me amasses... mas algo tinha que te contar.

Tu estavas calmo e pensativo...eu com uma enorme vontade de te beijar e contar a novidade que tinha para ti. No entanto esperei por ti

"Ana temos de falar"

"Que se passa Miguel? Sinto-te ausente, aflito com algo.

Chateaste-te com a Sofia?"

"Não..."

Considerei que era uma resposta vaga demais e que algo me estava a escapar. Mas como sempre, e porque já tinha aprendido que contigo não valia a pena a técnica do "saca-rolhas", calei-me, esperando que me pudesses dar uma outra resposta.

Ela veio...mas de forma seca e sem qualquer explicação.

"Vou casar com a Sofia. Decidi que ela é a mulher da minha vida."

Sem perceber o que acabara de ouvir, atónita com o que se estava a passar, perguntei-te porquê.

Apenas me disseste que gostavas demais de mim, que eramos almas gémeas, que o teu sonho era ficar comigo, mas que não dava...eramos diferentes e tu nunca ias ser feliz comigo.

Naquele momento, a minha vida parecia ter desabado, o meu sonho, tudo o que eu tinha lutado estava agora a desvanecer como fragmentos de uma ilusão.

As lágrimas corriam-me pela cara, comecei a não saber o que fazer ou dizer...so me perguntava porque é que me fazias isto agora, porquê?

Eu tinha acabado com o Pedro e estava grávida de ti.

Pela minha cabeça passaram os inúmeros momentos em que falamos de filhos e de como seríamos quando envelhecessemos...queriamos envelhecer os dois, juntos, mas...afinal eu não era assim tão importante.

Quis gritar contigo, mas não conseguia falar. Quis perguntar-te o que se tinha passado, mas no conseguia dizer nada. Perguntei-te apenas se era mesmo aquilo que queria. Olhaste-me nos olhos e pela ultima vez, vi uma lágrima a correr-te pela face direita.

Não me disseste nada, apenas me beijaste e me abraçaste como se não houvesse amanha.

Não quis entender-te, não percebi porque é que me fazias isto, apenas olhei para ti e disse-te adeus sem nunca te contar a novidade que me tinha sido dada logo pela manha.

Naquele momento saí do nosso quarto carregando no meu ventre o filho que tanto falaste e me fizeste crer que era o teu sonho.

Era o nosso filho, mas tu nunca o irias conhecer, não como sendo teu.

Enviaste-me um convite para o teu casamento, mas eu nunca cheguei a ligar-te para confirmar.

No dia, ao acordar pela manha, decidi que te queria ver pela ultima vez.

Vesti-me a rigor com um vestido prateado, que me salientava a proeminente barriga de 7 meses.

Estava linda.

Aochegares, viste-me ao longe...

Vieste ter comigo e perguntaste-me como estava, respondi-te que bem. Olhaste para a minha barriga e sorriste - disseste que ficava linda grávida, tal e qual como me tinhas imaginado, mas não me perguntaste mais nada.

Agora, revejo-te na igreja, em pleno altar.

Estas lindo, sem duvida. Ela era uma mulher de sorte.

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publicado por fofinhatuga às 14:54
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Segunda-feira, 15 de Outubro de 2007

Big girls sometimes cry

 

 

Na solidão da noite, na imensidão da minha cama procuro por ti, pelo teu abraço, pelo teu corpo, pelo teu respirar...
Tu não estás, a tua presença há muito que já não aquece a minha cama...mas o teu perfume continua lá, fecho os olhos e vejo-te ali, ao meu lado a sorrir.

Quero abraçar-te, tocar-te, beijar-te, mas não posso abrir os olhos, porque senão corro o risco de acabar com todo este sonho.

Para não te perder durante aqueles breves minutos, beijo-te na escuridão dos meus olhos, abraço-te com toda a força e deixo-me envolver e cair no teu corpo, num corpo quente e macio que eu tanto conheço.

Uma nova atmosfera é criada, uma atmosfera de paixão, sedução e desejo.

Sinto uma nova vida a nascer dentro de mim, um novo calor que me irradia e por breves segundos quase que consigo sentir o teu toque no meu corpo...as tuas mãos suaves a deslizar pelos meus seios fazendo pequenos desenhos que me vão deixando cada vez mais excitada, a tua lingua que ao de leve toca nos meus lábios, mas que não pára sequer para me dar um beijo...o seu destino é o meu pescoço, a minha orelha, o meu corpo como um todo.

Apetece-me beijar-te, tocar-te, fazer-te meu, mas tu não me deixas...pedes-me para ter calma, para não ser tão ansiosa, para não estragar aquele momento e eu decido que tens razão.

A minha vontade é tanta, mas eu tenho todo o tempo do mundo para te fazer meu, tu não irás fugir, pelo menos não dos meus sonhos.

Por entre beijos e mimos, perguntas-me quase num sussurro: "lembras-te da primeira vez que fizemos amor?"

Como é que eu havia de esquecer...no meio de tanta loucura e vontade, houve um misto de inocência e misticismo na descoberta dos nossos corpos, das nossas loucuras, dos nossos limites e desejos...o quarto foi pequeno e a cama...bem essa não chegou para tanto mimo que ambos demos um ao outro.

Afinal tudo estava tudo escrito e nós não soubemos ler, afinal era só deixar os nossos corpos se fundirem e nós que tanto teimamos em retardar essa união.

Deixas-me uma pergunta com um misto a desejo no ar:

Deixa-me possuir-te...?

I'm feeling: não sei bem
Music: "Remembering the first time" - Simply Red
publicado por fofinhatuga às 22:59
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Quarta-feira, 10 de Outubro de 2007

Noites

Sempre que eu te vejo perco-me na luz da noite...

 

 

hummmmm....!!!

 

 

Mas...deixa-me olhar

deixa-me perguntar

se gostas de mim

nas noites que eu passo sem ti

 

 
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publicado por fofinhatuga às 22:31
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Terça-feira, 9 de Outubro de 2007

Palavras II

Será que sou tudo isso?
Será que sou assim tão "perfeita"?
Deixaste-me encabulada...sem palavras...vermelha...
E se eu não for???
Music: Esfera
publicado por fofinhatuga às 16:20
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