Sexta-feira, 29 de Junho de 2007

Dualidade

Quando se fala com alguém muito especial sobre as experiências passadas, nem que seja para explicar determinadas acções ou comportamentos, por muito que não queiramos acabamos sempre por nos magoar.

Foi o que ontem acabou por acontecer comigo.

Por vezes a curiosidade é tanta e a conversa está tão fluida que nem nos apercebemos do rumo que ela está a tomar e acabamos por perguntar coisas, que depois as respostas nem sempre são aquilo que desejavamos ouvir...

É um misto de curiosidade feminina e "dor de cotovelo" que nos assola e nos deixa sem palavras.

Porque é que o ser humano é tão curioso?
Porque é que o ser humano perante a dúvida de dor e a curiosidade, opta quase sempre pela curiosidade?

Estas são questões que gostava de ver esclarecidas...pelo menos eu gostava...já que a maior parte da vezes magoou-me e acabo por magoar os outros, quando ao serem interpelados pela minha curiosidade me respondem com sinceridade e como se estivessem a falar com alguém com quem "não têm qualquer elo de ligação mais forte" - depreenda-se que falo em algo mais que uma simples mas bonita amizade.

Essa a dor maior, porque ao responderem com sinceridade, esquecem-se por vezes de dizer que "isso faz parte do passado e tu és o presente...o passado acabou".

Palavras simples, mas que ajudam qualquer pessoa a sentir-se mais forte e mais segura perante sentimentos muito fortes.

Um caso verídico:

Um dia perante, esta dualidade "curiosidade/sofrimento", a minha mãe (que não é para me gabar,mas é a melhor mãe do mundo) confessa-me que não me entende

Diz-me com a sinceridade e com amor, que se verdadeiramente amo a pessoa A, porque falar com ela de coisas que sei que me vão magoar?

Porque falar com ela sobre o seu passado e sobre as pessoas que nele estiveram?

A verdade é que não lhe soube responder e as lágrimas cairam-me uma a uma pela cara.

Sentia-me triste...insegura.

Queria tanto saber, não para ser cusca, mas porque sou uma curiosa nata e adoro conhecer as pessoas, os seus sentimentos, as suas vivências...no fundo tento e gosto de conhecer as pessoas, o que pensam e sentem para que não me volte a enganar sobre ninguem e não volte a sofrer desilusões. Todavia, com tudo isto, acabo por realmente conhecer a pessoa, mas aquilo que tanto evito acaba por acontecer e da pior forma: magoo-me.

Contam-me a verdade ou meias verdades para não me magoarem tanto, so que no fundo esquecem-se de me dizer que é passado e que eu faço parte do seu presente.

Mas como alguém muito especial também me disse: Será que há presente? Será que tudo o que acontece neste preciso instante daqui a 1 minuto não será considerado já passado?

Talvez achem esta uma teoria um pouco doida, tal como eu também achei quando a ouvi pela primeira vez, mas a verdade é que tem o seu que de lógico, se pensarmos bem.

A verdade, é que se assim for, tudo o que sou, vivi e senti faz parte do passado, passado este que inclui, até mesmo as experiências, minhas e de outras pessoas, que tanto me magoam, e não de um presente que eu quero que exista e permaneça.

Será que o meu presente tal como nós, seres humanos, o concebemos ainda existe?

Será que aquilo pelo qual tanto luto, por vezes de forma desajeitada mas verdadeira, ainda existe?

Será que a dualidade acaba sempre por interferir e até estragar as relações?

Muitas vezes meto "os pés pelas mãos", sem ser isso que verdadeiramente quero fazer ou dizer...sou espontanea e intempestiva e por vezes levo na cabeça e perco por isso. 

Sou bondosa, amiga, lutadora, apaixonada pela vida e pelo ser humano...mas tenho um defeito, para além de muitos outros, sou curiosa e não sei como contornar isso...

Talvez seja passado,

Mas eu ainda considero presente

A verdade é que no mundo dos Homens

Este sentimento por ti irá durar eternamente.

(consegui fazer um verso...hehehehe)

Gosto muito de ti

I'm feeling: estranha
publicado por fofinhatuga às 11:48
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Segunda-feira, 25 de Junho de 2007

Solidão

Não sei por onde comece, mas algo em mim me diz para escrever...para desabafar, para pôr tudo cá para fora, pois assim tudo será mais facil e menos doloroso.

A verdade é que me sinto cada vez mais sozinha...sinto falta de alguem que goste verdadeiramente de mim, que me ame por aquilo que eu sou e não por aquilo que eu tenho ou apresento.
Como toda a gente, amei, fui amada, voltei a amar e voltei a ser amada (considero eu), mas...

Quando um dia me apaixonei, tudo na altura parecia ser relativamente facil, apesar dos muitos problemas que tinhamos na altura e das pessoas que faziam parte da nossa vida.

Todavia, eu não desisti e lutei com todas as forças que tinha por um amor que me preenchia e me fazia sentir tão feliz e tão livre como um pássaro em plena Primavera.

Mas na vida nem tudo é um sonho e até mesmo as paixões e os amores tem o se quê de problemático.

A verdade é que as coisas não correram bem e acabamos por nos começar a afastar

Doeu e ainda doi muito, daí me sentir sozinha e muitas vezes melancolica.

Por vezes ainda choro, olho para o meu pirata e lembro-me de cada dia que estivemos juntos, de cada olhar, de cada gesto, de cada beijo, de cada sorriso e até da expressão dele enquanto dormia.

Quantas vezes acordava de noite e ficava a olhar para ele, a ve-lo dormir e a imaginar com quem e com que estaria a sonhar...tinha uma expressão tão calma, por vezes até sorria...
Tenho saudades...

 

Há duas música muito giras, as minhas preferidas, que acabam por traduzir tudo aquilo que vivi e que de hoje em diante vou contar sempre que vier aki....uma história linda que ja começou a ser escrita há algum tempo e que está na altura de vocês conherem.

 

Eu não sei, que mais posso ser
um dia rei, outro dia sem comer
por vezes forte, coragem de leão
as vezes fraco assim é o coração
eu não sei, que mais te posso dar
um dia jóias noutro dia o luar
gritos de dor, gritos de prazer
que um homem também chora
quando assim tem de ser

Foram tantas as noites sem dormir
tantos quartos de hotel, amar e partir
promessas perdidas escritas no ar
e logo ali eu sei...

(Que) Tudo o que eu te dou
tu me das a mim
tudo o que eu sonhei
tu serás assim
tudo o que eu te dou
tu me das a mim
e tudo o que eu te dou

Sentado na poltrona, beijas-me a pele morena
fazes aqueles truques que aprendeste no cinema
mais peço-te eu, já me sinto a viajar
para, recomeça, faz-me acreditar
"Não", dizes tu, e o teu olhar mentiu
enrolados pelo chão no abraço que se viu
é madrugada ou é alucinação
estrelas de mil cores, ecstasy ou paixão
hum, esse odor, traz tanta saudade
mata-me de amor ou da-me liberdade
deixa-me voar, cantar, adormecer

 

Pedro Abrunhosa "Tudo o que te dou"

 

 

 

Tu eras aquela que eu mais queria
para me dar algum conforto e companhia
era só contigo que eu sonhava andar
para todo o lado e até quem sabe ? Talvez casar

Aí o que eu passei só por te amar
a saliva que eu gastei para te mudar
mas esse teu mundo era mais forte do que eu
e nem com a força da música ele se moveu


Mesmo sabendo que não gostavas
empenhei o meu anel de rubi
para te levar ao concerto
que havia no rivoli

Era só a ti que eu mais queria
ao meu lado no concerto nesse dia
juntos no escuro de mão dada a ouvir
aquela música maluca sempre a subir

Mas tu não ficaste nem meia-hora
não fizeste um esforço para gostar e foste embora
contigo aprendi uma grande lição
não se ama alguém que não ouve a mesma canção

Foi nesse dia que percebi
nada mais por nós havia a fazer
a minha paixão por ti era um lume
que não tinha mais lenha por onde arder.

 

Rui Veloso "Paixão"

 

 

 

 

I'm feeling: nostalgica
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publicado por fofinhatuga às 16:03
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