Terça-feira, 18 de Dezembro de 2007

Sem saida

Era fim de almoço, a moleza começava a dar sinais de si, mas dentro da tenda estava um calor infernal.

Estavamos em pleno mês de Outubro e apesar da época de Verão já ter passado, o dia teimava em mostrar que este era o mês indicado para tirar umas férias.

A tenda tinha sido montada num instante e apesar do que era suposto ter acontecido, acabamos por partir uns ferros fundamentais para a tenda ficar perfeita e direita.

Mas mesmo assim, ela estava perfeita para os dias que iamos lá passar.

Nessa tarde, o calor teimava em apertar e a única coisa que aguentava em cima do meu corpo era o bikini.

Estava tudo arrumado e o descanso era algo que chamava por nós, depois de um almoço sui generis.

Fora da tenda tinhamos uma manta estendida e sem pensarmos muito mais, acabamos por nos deitar lá, apesar de ela estar um pouco suja de andarmos por cima dela.

Acabamos por nos deitar bem juntinhos, porque apesar do calor sentido, nós não conseguiamos estar longe.

A pouca roupa que nos cobria o corpo começou por nos fazer despertar o desejo e as nossas mãos acabaram por partir à descoberta dos corpos suados que tanto prazer nos davam um ao outro.

A minha boca pedia um beijo teu, o meu corpo pedia que me tomasses em tuas mãos e me fizesses sentir segura, me fizesses sentir tua.

A natureza, o ar livre já não era o local indicado para as nossas manifestações de carinho e para o desejo que teimava em crescer.

Olhamos na mesma direcção, pensamos o mesmo e sem dizer uma unica palavra dirigimo-nos à tenda que tanto nos fez rir e disparatar um com o outro.

Lá dentro estava quente, muito quente...e a temperatura dos nossos corpos subia cada vez mais, devido ao desejo à temperatura que estava no interior da tenda.

O bikini e os calçoes foram deixados à entrada da tenda e num espaço tão exiguo e ainda repleto de mochilas com roupa por organizar, encontramos um espaço perfeito para a união dos nossos corpos e dos nossos desejos.

Quisemos descobrirmo-nos uma vez mais, quisemos brincar, seduzir, usar a lingua e as mãos para proporcionar ao outro o máximo prazer...quisemos atingir o orgasmo, mas desta vez em silêncio...sem gemidos.

A tenda era cada vez mais pequena para nós, queriamos encontrar uma nova posição mas por muito que tentassemos, era-nos cada vez mais complicado...e isso fazia-nos rir. Chegamos à conclusão que na cama, na casa de banho ou até mesmo dentro do carro era bem mais fácil, mas não quisemos saber.

Cá fora as pessoas iam-se apercebendo do que se passava dentro da tenda e por muito que quisessemos estar quietinhos para não dar muito nas vistas, a verdade é que como a tenda era pequena demais para nós e as impressões dos nossos corpos iam sendo descobertas pelos transeuntes que ali passavam e paravam para ouvir o que se passava.

Ouvimos risos e alguns comentários mas nada nos importava.

Queriamo-nos um ao outro, desejavamo-nos acima de tudo.

A minha boca foi descendo lentamente até alcançar o teu sexo...beijei-te, acariciei-te, fiz percorrer por todo o teu corpo as minhas mãos, a minha lingua, o meu corpo quente...eu sentia o teu sexo crescer cada vez mais junto ao meu corpo, sentia a tua respiração ofegante, as tuas mãos que agora entravam dentro de mim de forma timida mas decidida.

Eu queria-te ali e naquele momento.

Sem te impor qualquer restrição tomaste conta de mim, conta do meu corpo, da minha vontade...a tua lingua e as tuas mãos eram comandadas por ti e eu sem me importar com o que se passava lá fora, acabei por soltar alguns gemidos que foram rapidamente calados pelos teus beijos.

Beijei-te e fui beijada, acariciei-te e fui acariciada e num misto de risos e suores, palavras e posições frustradas alcançamos o limite do prazer.

Depois...o silêncio, a paz, a calma...o ficar juntinhos abraçados.

O calor que por breves momentos foi esquecido volta a ser sentido por nós dentro de uma tenda pequena e fechada.

Procuramos pela nossa roupa e sem trocarmos qualquer palavra, dirigimo-nos à praia em busca do banho desejado.

Lá...o desejo voltou, os corpos voltaram-se a unir, mas desta vez sem ninguém ao nosso lado podemos disfrutar dos prazeres da água e dos corpos molhados.

 

 

publicado por fofinhatuga às 18:22
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2 comentários:
De sensei a 18 de Dezembro de 2007 às 21:58
Belo texto. So eu é que nao tenho sorte de ter umas férias assim.
beijinhos fofinha linda
De fofinhatuga a 19 de Dezembro de 2007 às 16:20
Vais ver que ainda vais ter e muitas
Jinhos fofinho

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