Domingo, 1 de Julho de 2007

Bolinha vermelha

Hoje ando inspirada nesta minha redescoberta pelo meu computadorzito...por isso decidi publicar aqui mesmo um texto ou uma história que um dia escrevi.

Foi há muito tempo atras e numa tarde de Outono...

Sentada a olhar o sol que naquela tarde teimava em brilhar mais do que era normal, decidi escrever algo, que talvez tenha existido ou não, ou talvez seja mera fantasia com base em acontecimentos reais...pensamentos de uma tagarela que um dia quis ser escritora.

Memórias de uma noite de Outono

"Porque começou...

Foi feitiço...

Depois de um jantar e de uma noite em claro, sentir-te a meu lado, sentir a tua pele, o teu odor, poder tocar-te e beijar-te, fez-me sentir extremamente feliz e completa.

Adoro a forma como tu me tocas e me fazes esquecer a realidade em cima daquela minúscula cama, que foi para nós, naquela noite, um verdadeiro ninho de amor.

Adoro sentir-te dentro de mim, próximo daquilo que de mais intimo tenho...o sussurrar de palavras de amor, confundido com os gestos de paixão, loucura e desejo, aliado à forma como os nossos corpos se entrelaçaram, fizeram-me ver o quanto me sinto plena contigo e o quanto me fazes vibrar enquanto mulher. Os nossos suores a correrem por ambos os corpos despidos, os nossos gemidos de satisfação e a nossa profunda união de cada vez que nos amávamos e nos deliciávamos a descobrir cada parte do nosso corpo, trouxe mais beleza e sentido à expressão: fazer amor.

Ali, naquela pequena cama, naquele quarto rodeado de um computador, de estantes e até de um aspirador, renascemos enquanto homem e mulher e alcançamos a plenitude do prazer vezes sem conta.

Não havia cansaço e muito menos vergonha na forma como fazíamos amor...haviam sim, dois corações a bater descompassadamente, dois corpos sedentos de desejo, que se pautavam por um mesmo sentimento e por uma enorme vontade de ser feliz e fazer o outro feliz.

Quando no final ambos nos abraçamos na calma e no silêncio da madrugada, descobrimos que mais uma vez tínhamos ganho a batalha. Tínhamos conseguido abrir mais uma brecha nos muros do coração, que tanto teimavam em não cair.

Os teus braços, o teu calor, o teu respirar, as palavras sussurradas, a tua boca colada à minha e a tua língua a deslizar pelo meu corpo, fizeram-me sentir e querer mais e mais...hoje sei, que o desejo e a paixão nunca iriam ser controlados.

Também aos poucos, vamos aprendendo a confiar um no outro e acreditando que o amor, sentimento único, forte e invencível, tem cada vez mais coragem para se mostrar e para nos levar a acreditar que tudo ainda pode mudar.

Tudo depende de nós...da nossa força, da nossa vontade e determinação, e fundamentalmente do sentimento que nos une.

Eu quero continuar a acreditar e eu sinto que tu também o queres...vi isso nos teus olhos, no teu desejo e na tua vontade de me ter só para ti. Sei que tu também queres ser só meu, para assim nos podermos amar sem preconceitos nem restrições e para podermos dizer sem medos aos 4 ventos, o quanto nos queremos e amamos.

Estes foram os meus momentos mágicos, que rapidamente se desvaneceram com o amanhecer...senti a tua falta naquela cama, que para mim, agora era imensa, senti falta do teu corpo e dos teus braços a protegerem todo o meu corpo frágil, senti falta da tua loucura e do teu desejo...enfim, senti-me vazia, perdida num espaço que só fazia sentido contigo ao meu lado.

Foram horas de muitos devaneios, tristeza e algumas lágrimas, sempre ansiando que pudesses voltar mais cedo que o previsto. Mas tu demoraste, e eu acabei por ficar a ouvir coisas sem nexo entre dois amantes, que nada viam para além da sua paixão e deles próprios. Eu nem sequer existia para eles, não fazia parte do enredo...era apenas uma mera figurante num papel secundário.

Ao chegares, o meu coração acelerou...ver-te, mesmo assim todo transpirado e sujo por causa do treino, fez renascer em mim um novo sorriso e uma nova luz.

O poder tocar-te, ouvir-te murmurar o quanto gostavas de mim e que nenhuma destas palavras eram ditas ao acaso, mas sim plenamente sentidas, ouvir-te confessar que esta tinha sido a noite certa para a nossa pequena loucura, sentir o quanto lutavas para não me possuir ali mesmo, naquele momento, mesmo estando cansado e a precisar de uma banho quente, fez crescer em mim, uma vez mais, a paixão e o sentimento que tanto teimo em abafar.

No fundo ambos sabemos que neste momento, nesta noite, por circunstâncias alheias a nós próprios, não devíamos estar juntos...mas é mais forte que nós próprios..esta era a nossa loucura saudável.

O simples facto de estarmos juntos sem nos sentirmos e sem pelo menos, tocar ao de leve nos lábios um do outro, provoca em nós uma enorme confusão...é tão natural. A necessidade inexplicável de sentir o outro, de nos podermos tocar e de dizermos o quanto temos saudades dos momentos de ternura que trocámos, é algo a que não conseguimos fugir.

Ambos temos a consciência do quanto o outro nos completa e faz feliz, mas...era chegada a hora de vir para casa, retomar a nossa vida e deixarmos para tras os momentos mágicos de uma noite de Outono que poderá ou não voltar a repetir-se um dia."

Jinhos fofos aos protagonistas... ou quem sabe talvez não existam...fica no segredo dos anjos

I'm feeling: Inspirada
Music: Ivete Sangalo
tags: ,
publicado por fofinhatuga às 17:50
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2 comentários:
De sensei a 2 de Julho de 2007 às 10:02
Eu tambem quero uma noite assim. Claro que não quero um homem assim, mas uma mulher que me faça sentir isso tudo era muito bem vinda.

Beijinhos e abraços e muitos palhaços
De fofinhatuga a 2 de Julho de 2007 às 10:24
Piada!!LOL!
Não me digas que não tens nenhuma mulher que te faça sentir assim?!!
Foram tantos momentos...será que em nenhum deles...
Hehehe
Jinhos

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